19 novembro, 2015

BAUMAN E SUA CRÍTICA A MODERNIDADE

Por Jarbas Cardoso*


É outubro de 2015, mais precisamente dia 23. O canal de TV CNN, assim como os demais e principais meios de comunicação globais, transmitem de forma midiática e a todo momento a passagem do furacão Patrícia pelo México. Segundo informações e análises de especialistas, Patrícia é o furacão mais forte que se tem registrado até o momento, com ventos que poderão chegar até 400 km/h, fazendo de seu poder de destruição equivalente ao de uma bomba nuclear. Do mesmo modo que aos canais de TV, os portais de internet de todos os jornais postam textos, vídeos e imagens captadas por satélites. Essas informações são disponibilizadas e atualizadas a todo o instante, sendo replicadas e compartilhadas via Feed de notícias nas redes sociais. Qualquer pessoa, de qualquer parte do mundo e em tempo real, pode acompanhar as informações da trágica e pré-anunciada fa­talidade, que poderá, em poucos momentos, destruir a costa oeste do México.
O relato sobre o furacão Patrícia, independente de sua gravidade, é meramente um fato, assim como muitos outros que poderiam ser exemplificados para caracterizar a con­temporaneidade. Período que é caracterizado por avanços marcantes, em especial, na área da tecnologia e da comunicação, os quais fazem da informação algo imediato, com conec­tividade global e sem fronteiras. Essa rapidez de levar e trazer as informações em abran­gência global acaba por alterar a concepção de espaço e tempo e na forma de pensar e ser das pessoas.
É sobre esse fenômeno, sinônimo de fluidez e conectividade global, que Zygmunt Bauman, sociólogo e pensador da contemporaneidade, tece sua crítica. Segundo ele, vi­vemos em tempos líquidos onde todas as esferas da vida são afetadas. Nessa era de liqui­dez, Bauman aponta para dois aspectos centrais. O primeiro é referente a “vontade de li­berdade” inerente à constante busca pela individualização. O segundo é sobre a velocida­de, responsável pela “incoerência” das relações e pela alta exploração dos sujeitos. As coisas e as relações não são mais feitas para durar, há sempre novos “produtos”, mais modernos, atraentes e estimulantes para serem consumidos.

DA REDUÇÃO DO ESTADO À ANGUSTIA DAS RELAÇÕES PESSOAS
Para o filósofo Pondé, que analisa o pensamento de Bauman, na modernidade o Estado é cada vez menor, e quanto menor, menos atrapalha. Ele, o Estado, é cada vez mais “enxuto” e se descobriu como uma empresa ineficiente. Para o Estado funcionar de forma eficiente precisa encolher, e ao em encolher, o Estado vai se desfazendo de suas atribuições (a questão pública/social), sendo assim, o mesmo vai abrindo espaço para a iniciativa privada. Essa última, por sua vez, está mergulhada no mercado livre, o qual é o mais líquido de todos. Nesse cenário a cultura de mercado vai tomando conta de todas as relações, do mundo do trabalho, da educação, da cultura e do amor. Para Bauman, o mer­cado toma conta do amor, afirma Pondé.
 Em seu livro Amor Líquido, Bauman faz um recorte e direciona sua análise sobre as relações na modernidade, ou melhor, sobre a fragilidade dos laços humanos. Crítico da contemporaneidade afirma que existe uma fragmentação na vida social. A vida é dividida em episódios, tornando a(s) sociedade(s) individualizada(s). Essa fragmentação acaba por afetar relações, entre homem e mulher. Na atualidade quando se está em um relaciona­mento, as pessoas são atormentadas pela exigência de “qualidade”, na qual cada um dos envolvidos exigi “qualidade” na relação como se exige de um produto comprado em uma loja. Se a relação não está dentro de certa expectativa, a mesma é desfeita para iniciar uma nova relação. Esta exigência de “qualidade” nas relações se torna uma sombra, por­que as pessoas passam a observar a mesma, o tempo todo. A relação deve funcionar per­feitamente e segundo os desejos e vontades de cada um, do contrário, há a possibilidade de rompimento. As pessoas estão em uma relação, mas sabem que existem outras oportu­nidades, outras ofertas no meio, ou melhor no mercado, sabem também que podem ser trocadas, eis aí um dos medos em aprofundar uma relação, gerando incerteza e angustia.
Aprofundando a análise sobre a problemática dos relacionamentos, Bauman ar­gumenta sobre o “sexo puro” existente em nossos dias, o qual é pautado em “encontro pu­ramente sexual”, onde a inexistência de “restrições” compensaria a fragilidade do enga­jamento. A larga publicidade do sexo e as angústias dos relacionamentos superficiais au­mentam as incertezas da líquida vida moderna:
“Nenhuma união de corpos pode, por mais que se tente, escapar à moldura social e cortar todas as conexões com outras facetas da existência social. Pri­vado de seu antigo prestígio social e de significados que antes eram social­mente aprovados, o sexo cristalizava a incerteza aflitiva e alarmante que se tornou a principal ruína da líquida vida moderna.” (Bauman, 2006, p.74).
Ainda para Bauman, “qualificar os parceiros sexuais tornou-se o primeiro foco de ansiedade” pois mesmo no casamento, algo que deveria realizar o enlace de um casal, ge­rando confiança e segurança para ambos, esse, agora, é cenário de insegurança e angústia. A instituição casamento entrou na liquides das relações. Pois, os atuais poderes constituí­dos, já não parecem interessados em traçar a fronteira entre sexo “correcto” e “perverso”. Na liquidada era moderna muitas formas de atividade sexual não são apenas toleradas, mas frequentemente indicadas como terapias úteis. Isso tudo para oferecer objetivos “so­cialmente úteis” afirma Bauman. No fundo o objetivo único da exploração sexual é para fins mercadológico.
“A líquida sociedade moderna descobriu uma forma de explorar a propen­são/receptividade humana a sublimar os instintos sexuais sem recorrer à re­pressão, ou pelo menos limitando-a radicalmente. Isso aconteceu graças à progressiva desregulação do processo sublimatório, agora difuso e disperso, sempre a mudar o tempo todo mudando de direção e guiado pela sedução dos objetos de desejo sexual em oferta, e não por quaisquer pressões coercitivas” (Bauman, 2006, p. 81).
Segundo Bauman é preciso ter identidade. Isso é importante, mas nossa sociedade é, atualmente, redefinida a cada momento. Passamos a vida redefinindo nossa identidade, porque há modelos e formas de vida atraentes e tentadoras, que mudam constantemente em nossas vidas. Coisas que entram e saem da moda rapidamente. O que é hoje, amanhã já não é mais. São mudanças constantes e não duradouras.

A LÍQUIDA ERA MODERNA E A RACIONALIDADE COMERCIAL DO SEXO
A contemporaneidade acaba por influir no enfraquecimento dos relacionamentos, exatamente devido ao frenesi constante de informações e mudanças. Se o amor, em sua concepção tradicional, está disposto ao sacrifício e à renúncia em função do ser amado, o “amor líquido”, por temer o futuro, aposta e é incentivado por especialista, em relaciona­mentos de curto prazo movidos, principalmente, pelo impulso e oportunismo. Vivemos, ou sofremos mudanças visíveis de configurações, percepção e interação em relação ao nosso tempo.
Bauman critica a racionalidade e o comércio do sexo, pois a cultura do consumo fez do sexo algo racional ao mesmo tempo que um negócio, descaracterizando toda uma magia do encanto e do amor. O Eros está em todo o lugar, mas não permanece em um mesmo local por muito tempo. O sexo deixou de ter função da procriação (compromissos que visavam a paternidade e maternidade), abrindo-se uma competição com a medicina para o papel reprodutivo. Fazendo referência ao sexólogo Sigush, o pensador da líquida era moderna afirma que existe a possibilidade de “escolher um filho num catálogo de do­adores atraentes quase da mesma forma como eles (os consumidores contemporâneos) es­tão acostumados a comprar pelo correio ou por meio de revistas de moda”.

QUANDO ESTÁ COM SEU TELEMÓVEL, NUNCA SE ESTÁ FORA OU LONGE
As redes sociais são feitas para conectar e para desconectar. A atividade do novo tipo de amizade, como por exemplo, do Facebook, é muito fácil conectar e estabelecer amizades, mas é fácil também desconectar e terminar uma relação. Em uma sociedade que não para de receber e enviar mensagens no telemóvel, a crítica do pensador está vol­tada para o fato de que tal apego a esta dinâmica tecnológica de relação diminuiu a pro­ximidade, mas beneficiou o afastamento. Segundo o mesmo, não é a facilidade de estabe­lecer conexão o que mais cativa as pessoas, pelo contrário, é a facilidade de rompê-las. É muito fácil não mandar um e-mail, excluir e bloquear alguém na conta do Facebook.
Esse tipo de afastamento também afeta o ambiente familiar. Os lares deixaram de ser espaços de intimidade em meio ao mundo externo. Ocorreu um rápido resfriamento dos laços afetivos familiares. Entramos em nossas casas e fechamos a porta, e então en­tramos em nossos quartos separados e fechamos a porta. A casa torna-se um centro de la­zer multiuso em que os membros da família podem viver, por assim dizer, separadamente lado a lado.
Onde há necessidade, há hipótese de lucro. Na era cinzenta, o mercado vai ao limi­te e quer vender até a solidariedade, um sorriso amigo, o convívio ou a ajuda no momento de necessidade, argumenta Bauman, fazendo o alerta para a tentativa do mercado entrar inclusive no que chama de Economia Moral.

ACEITAR O PRECEITO DO AMOR AO PRÓXIMO É O ATO DE ORIGEM DA HUMANIDADE
A frase acima diz muito sobre o que Bauman quer nos passar. Referindo-se a Freud, que aqui simplificamos através do jargão “civilização ou barbárie”, pode-se afir­mar que ele toca na ética kantiana, não necessariamente sobre imperativo categórico de Agir apenas segundo máxima na qual possas ao mesmo tempo desejar que se torne lei universal, e sim na segunda máxima: Age de tal forma que trates a humanidade, na tua pessoa ou na pessoa de outrem, sempre como um fim e nunca apenas como um meio. Es­ses são preceitos que a contemporaneidade, em um exercício pedagógico, deve sugesti­vamente resgatar. Primeiro porque as pessoas têm desejos e objetivos, e as outras coisas têm valor para elas, em relação aos seus projetos. Ou melhor, as meras “coisas” têm valor apenas como meios para fins, sendo os fins humanos que lhes dão valor. Segundo, e ainda mais importante, os seres humanos têm um valor intrínseco, i.e., dignidade, porque são agentes racionais, ou seja, agentes livres com capacidade para tomar as suas próprias de­cisões, estabelecer os seus próprios objetivos e guiar a sua conduta pela razão. Ou seja, não é preciso amar o próximo, ou esperar algo em troca, mas é necessário respeitá-lo co­mo sujeito, um fim. 

OS ESPAÇOS URBANOS COMO ESPAÇOS DE SEGREGAÇÃO
Bauman diz que os nossos antepassados dispunham de poucos instrumentos, se é que tivessem algum, para agir efetivamente a longa distância. Mas estavam resguardados da exposição do sofrimento humano global. As relações e os acontecimentos eram locais, face a face.
Hoje com a ampliação dos espaços de comunicação de forma global, as pessoas estão conectadas no ciberespaço e trancadas em suas casas, em seus bairros ou condomí­nios muito bem protegidos. Isso para os que tem condição financeira. As casas, em muitos espaços urbanos, não estão mais para integrar as pessoas à sociedade, e sim para protegê-las da própria cidade. As cidades tornaram-se depósitos de lixo para os ploblemas gerados globalmente. Não são mais espaços de sociabilidade, de convívio e segurança, afirma Bauman. O público (Estado) como não tramita no ciberespaço, para o qual não há frontei­ras, ficou em âmbito local, mas com problemas trazidos pela globalização. No local, onde os mais apoderados financeiramente se cerca para ficar “fora” da excludente, do feio e do desconfortável da cidade, opta por ficar “dentro” dos oásis de calma e segurança. Quando surgem problemas sociais, esses são particularizados e com soluções encontradas no mer­cado. A questão de convívio e a problemática na cidade deixou, em muitos casos, de ser questão social. Nesse cenário de “confinamento” o medo é muito controlado e explorado ao mesmo tempo. Existe o medo de morrer com uma bala perdida, o medo de adoecer e não ter um plano médico. O medo de ser roubado ou agredido. Para Bauman, nesse cená­rio, a questão civitas ficou desprotegido e no silêncio do mandado ético.
 Quando a cidade se mostra muito perigosa, a elite financeira (camada superior) se muda para outro local. P. ex., no Brasil, com a atual crise política e económica, aumentou 30% o número de brasileiros que compraram casa e foram morar em Miami, EUA. Já os que não tem condições de comprar soluções ou se mudar, a tal camada inferior, esses fi­cam jogos em segundo plano, obrigados a viver no espaço local, muitas vezes excluídos, de todo um mundo social que ostenta o consumo. 

CONCLUSÃO
Bauman alertar sobre a necessidade de se desenvolver na humanidade o espirito de partilha para que seja novamente possível unir projetos individuais e ações coletivas. Nos convida para pensarmos so­luções aos desafios dados nesse início no novo século. Mesmo afirmando que ainda é ce­do para tentar apropriar-se antecipadamente da história para prever a forma que essa irá assumir e nos conduzir ao futuro. A busca de soluções terá que acontecer, afirma.
Enfim, é sempre difícil fazer crítica ao pensamento de um sábio. Dizem que um sábio erra, mas mesmo errando, erra sabiamente. O que podemos falar para Bauman é que para cada período de tempo à humanidade soube encontrar soluções a seus problemas. Em alguns momentos, Bauman é em demasia cético em relação a modernidade, no entan­to, conscientemente diz que ainda não se sabe aonde os atuais desafios irão nos levar, mesmo sendo sua crítica, parte da solução. Talvez uma releitura e retomada de alguns en­sinamentos clássicos do humanismo sejam sugestivos, a própria ética kantiana é um exemplo, à geração atual e as futuras. De igual forma, cabe a essas trabalhar e corrigir tais distorções, tanto no campo social quanto particular. A ferramenta das redes sociais, que possui alcance global, pode ser usada de forma mais ampla, para fins pedagógicos, na ten­tativa de despertar uma cultura onde se possa usar com mais responsabilidade a liberdade. Afinal, um martelo pode ser usado como arma, mas também em seu propósito de ferra­menta, na construção de casas.  
Sobre o furacão Patrícia horas após chegar à costa oeste do México, como o fura­cão mais forte já registrado pelas estações meteorológicas, o mesmo perdeu força e na madrugada de sábado, ao migrar mais para o interior do país, já era classificado como uma tempestade tropical, de acordo com informações da rede de TV norte-americana CNN. O furação trouxe prejuízos tanto humanos como materiais, mas em proporção bem menor do que o anunciado. 

Referência bibliográfica 
Bauman, Z. (2006) Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Lisboa: Relógio d’Água.  

Bibliografia complementar
Café Filosófico: O diagnóstico de Zygmunt Bauman para a Pós-Modernidade. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=6xt-k2kkvb4>. Acesso em: 13 out. 2015. 
 KANT, I. (1994) Fundamentação da metafísica dos costumes. Tradução: Paulo Quintela. Lisboa: Edições 70. 


08 junho, 2015

Percepção e Sentido, um outro olhar é possível?


Se o mundo é o sentido que damos, então um outro olhar é possível? Que cultura podemos ter? Que sentido e significado?

20 abril, 2015

Sobre o Projeto de Lei nº 4.330/2004 e a terceirização do trabalho no Brasil


Dia desses escutei falar que a Volkswagen, todo ano antes de discutir e conceder reajuste salarial a seus funcionários, das unidades de produção da Alemanha, divulga relatório com valores dos salários pagos a outros seus funcionários em outras unidades de produção do globo. No geral salários com valores bem menores. É uma forma da empresa pressionar os trabalhadores na hora da negociação. 
De igual forma, a empresa Fiat transferiu uma unidade inteira de montagem da Polônia, novamente para sua sede, em Turim. Claro, para isso, fez uma série de imposições ao Governo Italiano, em especial na redução do custo trabalho, custo produção e na isenção fiscal.

Ora, a aprovação do Projeto de Lei 4.330/2004 é, na verdade, uma tentativa do capital de impor ao Estado Brasileiro, uma maior flexibilização das leis trabalhistas, para baratear o custo de produção, a partir da visão que o trabalho é apenas um componente do custo de produção e não algo digno do trabalhador, de seu sustento e de sua família, algo fomentador de seu progresso, social.
É a ordem global do capital que pede mais uma vez passagem, exigindo do estado nova reorientação política, de maior flexibilização na legislação trabalhistas e isenção fiscal, em nome de supostos investimentos.
Portanto, o que está em jogo por trás da terceirização no Brasil, é a velha questão conflitiva da distribuição da produção entre salário e lucro, entre rendimento do trabalho/trabalhador e rendimento do capital/capitalista. Nessa ordem, os salários são concebidos essencialmente como um componente do custo de produção, que é algo lamentável, pois é sempre a precarização do trabalho, a submissão (em especial) do trabalhador menos qualificado ao subemprego.
Muitos, talvez, ao dar passagem a ordem global do capital, esquecem que mesmo a globalização é resultado de decisões políticas e, de igual forma, que quanto menor é o custo do trabalho, menor é o efeito de compra na macroeconomia. Menos renda é menos consumo, logo é menos capital.
Ah, mas é claro, esqueci, para muitos (economistas) o trabalhador com poder de compra é o retorno da inflação.

13 abril, 2015

Um olhar sobre o Brasil...


Ainda hoje, ao pegar um táxi, em Porto.
- O senhor me leva na Avenida França?
- Em que ponto da Avenida?
- No consulado brasileiro, número 20.
- Você é brasileiro? 
- Sim.
- Hum, eu tenho uma filha que estuda lá, na UFRJ.
- Ah, legal.
- E você, é de São Paulo ou Rio? ( eu sabia que iria vir a pergunta, se eu era de SP...e tal, então pensei, vou sacanear um taxista hoje.)
- Nenhum dos dois.
- Silêncio...
- De onde é?
- Sou de Giruá, das bandas do Rincão Melgarejo. (hehehe... sacanagem né)
- Silêncio...
- Hum... e onde fica Giruá, lá no Brasil?
- Fica no Estado do Rio Grande do Sul. No extremo sul do País.
- Ah, sim, onde cai neve e tem churrasco bom!
- É, é mais ou menos isso!
A pergunta é sempre a mesma, você é de SP?... RJ?
A impressão que tenho, que no senso comum dos irmãos portugueses, o Brasil é mais ou menos assim:
Tem as praias dos estados do nordeste, na sequência é Rio de Janeiro, com mais praias, e saindo das praias do RJ, você olha o Corcovado, mas já da cidade de São Paulo. Claro, com condomínios de luxo, todos cercados e protegidos com muita segurança. E no entorno desses, favelas, muita pobreza e violência.
Eu tenho até a imagem do mapa, em minha cabeça.

* Imagem do site:< www.bahia-turismo.com/costa do cacau> em 13/04/2015

13 abril, 2014

Mundança...

Não há como pensar em mudança cultural, em transformação social, ou melhor, em revolução política com essa programação da TV aberta! O meu Deus, o que é isso: "Esquenta!"

16 janeiro, 2013

A BELA E HISTÓRICA ARQUITETURA DE SÃO BORJA

                                Foto: Ao fundo o histórico prédio Sotéia, de 1884, onde se hospedou o Conde D´Eu e possìvelmente D. Pedro II


 Por Jarbas Felicio Cardoso

Uma das questões que me fazem visitar seguidamente São Borja é a família de minha esposa que lá reside. No entanto há outros fatores que também sempre me cativaram a conhecer e visitar esta terra, esta cidade! É seu peso e influência política na história do país, da áurea de cidade missioneira e fronteiriça, da participação na histórica e continental Guerra do Paraguay, de sua visibilidade no período imperial, de suas estâncias, e claro, posteriormente o titulo de terra dos presidentes.
A caminho de São Borja, gosto de contemplar sua rica geografia pampeana. Chegando lá, de caminhar na cidade por suas ruas, de tirar fotos de seus antigos prédios que me remetem ao passado e, penso eu, que devem envolver todos os seus visitantes em sua mística de seu rico passado. O passado histórico é de grande importância à questão turística da região, que ainda precisa ser explorado, pois sempre afirmo que essa questão se sobressai a tão só beleza da região serrana do Rio Grande do Sul. E claro que, dentro dessa questão histórica, há a questão da culinária e dos costumes locais que devem, por obrigação, estar presentes na questão turística.
Não sei, não quero me passar por um mero palpitante, o fato é que essa riqueza descrita acima da bela e histórica cidade de São Borja, que sempre me instigou a conhecer o local, não é explorada ao todo. Pois ao caminhar pela cidade vejo grande parte de seus prédios históricos ainda sem a devida manutenção e exploração, algo que me preocupa. Penso que estes imóveis poderiam ser mais bem conservados com restaurações que mantivessem a beleza original. Há belos prédios centrais que estão ruindo, clamando por atenção. Observo à comunidade e autoridades locais para esse cuidado, vejo que há um potencial imenso a ser explorado na esteticidade arquitetônica da cidade, que denomino de lusa-hispânica.
Por gostar de São Borja senti-me na obrigação de escrever estas poucas linhas para elogiar essa terra de hospitalidade e de riquezas culturais, mas também, para chamar a atenção da carência de conservação aos prédios históricos. A final, o que me levou a conhecer e me faz voltar seguidamente a São Borja, não são as novas casas, ou os novos e sofisticados projetos arquitetônicos, e sim as pessoas com a rica cultura fronteiriça e de farta hospitalidade, fruto do passado histórico que é materializado em sua arquitetura predial secular.
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Foto: Darci Bergmann, 09/05/2010
Texto publicado em 09 de maio de 2010, no Blog Plante uma vida, plante uma arvore. 

29 fevereiro, 2012

ORIGEM E EVOLUÇÃO DA VIDA: ESTUDOS E PERCEPÇÕES NA SALA DE AULA




Por Melissa Bergmann e Jarbas Felicio Cardoso*

Responder às indagações dos alunos sobre as questões da evolução da vida não é tarefa simples para os professores, em especial os da escola básica, principalmente com relação à evolução humana. A compreensão do surgimento da vida e da di versidade biológica requer o entendimento dos mecanismos evolutivos ao longo de bilhões de anos. A evolução biológica deveria permear todos os conteúdos de Biologia, mas ao invés disso, os conteúdos são trabalhados de forma estanque e se m inter-relação. Em geral, o primeiro ano do ensino médio tem como temas as teorias da origem da vida, evolução e citologia, sendo a ecologia, a diversidade dos seres vivos e a genética tratados nos anos posteriores.

A ordem dos conteúdos pode variar de escola para escola e de região para região. Quando se inicia o estudo da célula (citologia), os livros didáticos abordam a evolução dos primeiros seres vivos unicelulares até os pluricelulares, mostrando o aumento da complexidade das células procariotas em relação às eucariotas. Os alunos passam a ter uma noção da diversidade biológica a nível celular. O maior confronto, entretanto, se dá na abordagem das hipóteses da origem da vida e nas teorias da evolução. Em um interessante trabalho sobre a concepção de evolução, Zaikowskietal (2008), nos Estados Unidos, argumentam sobre a importância da história das ciências e a evolução das ideias de filósofos e cientistas de várias épocas. Segundo eles, a primeira coisa que pensam os estudantes quando ouvem a palavra “evolução” é na evolução bio lógica, que por sua vez não é bem compreendida. Os estudantes compreendem melhor a ev olução biológica quando a evolução é apresentada em um contexto mais amplo, que integra conceitos de física, química e biologia.

É importante explorar não só a evolução do universo, do sistema solar e da vida na Terra, mas também a evolução do conhecimento na perspectiva dos cientistas em cada campo, percebendo como esse conhecimento influiu na “evolução” do entendimento dos processos da natureza.

Aprofundar concepções baseadas no senso comum sobre a evolução dos seres vivos é algo que merece consideração por parte dos professores. Considerar as ideias prévias e avaliar o aprendizado, envolvendo os alunos em diferentes situações de pesquisa e atividades em grupos, podem ser ferramentas interessantes no estudo das teorias evolutivas. Assim, essa pesquisa foi conduzida no intuito de avaliar as percepções de alunos de uma escola pública do município de Giruá, RS, buscando compreender como eles interpretam a questão evolutiva dos seres vivos. Para tanto, procurou-se verificar a percepção dos estudantes da 4ª série do Ensino Fundamental e o aprendizado de estudantes da primeira série do Ensino Médio sobre origem e evolução da vida. Para continuar lendo...


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* Artigo publicado na Revista Vivências: Revista Eletrônica de Extensão da URI. Vol.7, N.13: p.163-171, Outubro/201. ISSN 1809-1636.

31 julho, 2011

A filosofia faz-se pensando

Este é um bom artigo que auxilia os professores de filosofia em suas práticas pedagógicas de sala de aula. Achei importante socializá-lo aqui no Mora na Psicologia. Ele está postado na revista de filosofia Crítica na Rede.
http://criticanarede.com/fil_fazsepensando.html



Um debate de ideias para estudantes da primeira unidade do 10.º ano
Paulo Jorge Domingues de Sousa


Introdução


Terminei o ano lectivo de 1999/2000 pensando que as aulas expositivas não funcionam bem com o 10.º ano da Introdução à Filosofia. Os alunos foram recebidos na disciplina com uma abordagem teórica que a tornou enfadonha e desmotivante, comprometendo tanto a adesão às actividades da aula como a compreensão profunda e intuitiva daquilo que é a filosofia e de quais são os horizontes que ela nos abre, enquanto pensamento crítico interessado em melhorar a nossa compreensão do mundo e de nós próprios. Caí no erro de falar sobre a filosofia, a partir de fora, e poucas vezes a pus em prática. Os resultados foram maus. Com este tipo de trabalho e de resultados, de modo algum se justifica a inclusão da Filosofia no conjunto das disciplinas de formação geral, dando lugar a aulas enfadonhas que ensinam pouco ou nada que se aproveite e que constitui apenas perda de tempo e de energias. Mea culpa. Das conversas que tive com os outros colegas que leccionaram o 10.º ano durante este ano lectivo, deduzi que algo semelhante se passou com as suas turmas. ... Veja mais aqui

15 julho, 2011

17ª CRE Realiza o I Curso de Formação Continuada para Profissionais da Educação

A 17ª Coordenadoria Regional de Educação de Santa Rosa promove entre os dias 18 a 22 de julho, do referido ano, o I Curso de Formação Continuada para Profissionais da Educação. O evento é inédito, pois até o momento, não se tinha oferta desse tipo de ação por parte da Secretaria Estadual da Educação e da Coordenadoria Regional de Educação que reunisse todos os professores e agentes educacionais da Rede Pública Estadual.

Entre a programação do Evento, que contará com palestrantes como o Doutor e Vice-Reitor da Universidade Federal Fronteira Sul Antônio Inácio Andriolli, o professor da Unisinos Raul Pont, a Consultora do Ministério da Educação Danise Vivian e a professora da URI Rosângeloa Binotto.
Acontecerá também, no dia 18, o I Colóquio Sobre Formação Continuada de Trabalhadores em Educação, evento esse desenvolvido em parceria com instituições de ensino superior da Região, Cpers e outras CREs e visa proporcionar o debate e a reflexão de 16 áreas de ensino.

O I Curso de Formação Continuada acontecerá simultaneamente nos municípios de Santa Rosa e Três de Maio. Em Santa Rosa no Centro Cívico e Cultural Antônio Carlos Borges (dias 18, 20 e 21) e no ginásio de esportes do Colégio Salesiano Dom Bosco (dia 19). Em Três de Maio no Clube Buricá (dias 18, 19, 20 e 21). As palestras acontecerão pela manhã, nos horários das 8h30min às 12h e, na tarde, entre às 13h30min às 17h. No dia 22, a formação acontecerá nas escolas.

Segundo a Coordenadora da 17ª CRE Ilse Bamberg, o evento proporcionará a formação dos profissionais em educação na perspectiva de uma educação pública de qualidade social com cidadania. As atividades envolverão cerca de 2300 profissionais da educação.

01 abril, 2011

Secretário da Educação do RS visita Santa Rosa

Foto: Marcela Santos

Em Santa Rosa, nesta sexta feira, secretário da Educação do RS, Jose Clovis de Azevedo anunciou concurso para o 2º Semestre de 2011, como demais ações do Governo. Infraestrutura, formação de professores e fundamentos pedagógicos serão as ações principais da Seduc.

O secretário participou também de uma reunião com os dirigentes das instituições de ensino superior da Região. Ficou acertado que as instituições públicas e comunitárias irão elaborar uma proposta em conjunto para a formação de professores.

Ainda na palestra com lideranças políticas de toda a região, diretores e professores de escolas o secretário fez críticas o GEEMPA por afirmar que alfabetiza crianças em um mês. Segundo o Secretário é preciso respeitar o ritmo intelectual de cada criança. Está sendo pensado o ciclo de alfabetização para crianças de 6, 7 e 8 anos. Nesse período deve ser respeitado o percurso da alfabetização de cada estudante. No final do ciclo os estudantes devem sair alfabetizados. "O Estado não pode terceirizar serviços que lhe é de sua obrigação. É papel da Secretaria da Educação desenvolver e apresentar propostas de alfabetização à sociedade gaúcha", afirma Azevedo.

04 abril, 2010

Conferência Nacional de Educação - CONAE 2010

Entre plenárias e discussões sobre a Educação, estiveram reunidos no Ministério de Educação para tratar sobre o PAR com a chefe de gabinete da Secretaria de Educação Básica professora Godiva de Vasconcelos a secretária Fátima Ehlert, Ana Cristina, Jarbas Felicio e o secretário de educação de Porto Xavier professor Edio Eckerleben.

Por Jarbas Felício Cardoso,

Sandra Pimmel e Ana Cristina Duarte.

Organizada pelo MEC e desenvolvida em três etapas: municipal, regional e estadual, no ano de 2009; a Etapa Nacional da Conferência Nacional de Educação - CONAE teve seu desfecho entre os dias 28 de março a 01 de abril, em Brasília/DF. No decorrer de suas etapas contou com a participação de mais de 400 mil pessoas da sociedade civil, que além de estudar, debater e propor emendas sobre educação tiveram a responsabilidade de aprovar o documento referência que é composto por cinco eixos temáticos: EIXO I - Papel do Estado na Garantia do Direito à Educação de Qualidade: Organização e Regulação da Educação Nacional; EIXO II - Qualidade da Educação, Gestão Democrática e Avaliação; EIXO III - Democratização do Acesso, Permanência e Sucesso Escolar; EIXO IV - Formação e Valorização dos Profissionais da Educação; EIXO V - Financiamento da Educação e Controle Social; EIXO VI - Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, Diversidade e Igualdade.

Além de ser um dos primeiros municípios do Estado a realizar a etapa municipal, Giruá teve sua participação na etapa estadual com a representação de quatro delegados da Secretaria Municipal de Educação de nosso município: a Secretária de Educação e Cultura, Fátima Anise Rodrigues Ehlert, representando os gestores, o Assessor Pedagógico, Jarbas Felicio Cardoso, representando os trabalhadores em educação e a Supervisora da SMEC, Ana Cristina Czegelski Duarte, representando o Conselho Municipal de Educação e também, de Giruá, a Técnica da SEMA e Bióloga, Melissa Bergmann, representando o segmento pais. Através do processo de votação entre na Etapa Estadual, foram eleitos delegados do Estado: a Secretária Fátima, o Assessor Jarbas e a supervisora Ana Cristina, que representaram com demais delegados, o Estado do Rio Grande do Sul, em Brasília.

A CONAE Nacional representa um marco histórico para a educação nacional; participaram deste evento cerca de 3000 mil pessoas, dentre elas representantes de educadores, gestores, empresários, estudantes e pais, de todo o Brasil, para discutir o Plano Nacional de Educação que irá nortear as ações da educação no país nos próximos dez anos.

Além de reunir representantes do Brasil , observadores e pesquisadores de outros países da América Latina puderam participar do evento e das plenárias que tratavam da aprovação do documento final, a CONAE ficou marcada também por ser um espaço do exercício da democracia que se materializou em colóquios, seminários, palestras, plenárias, debates e shows culturais, todos sendo ministrados por grandes nomes da intelectualidade do país, dentre eles o Ministro da Educação, Fernando Haddad, o Senador Cristovan Buarque, o escritor e poeta Ariano Suassuna e outros. O ponto alto do encerramento foi a presença do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Parabéns aos giruaenses participantes da CONAE.

30 maio, 2009

O conceito de meio ambiente II



Por Melissa Bergmann e Jarbas Felicio Cardoso

A questão ambiental que se faz presente em nosso cotidiano, como fator preocupante, é recente, tornou-se relevante a partir do século xx e com mais vigor só na sua segunda metade. Esta temática surgiu com a tese de que se vive uma crise ambiental. A crise ambiental foi inicialmente interpretada como crise da natureza, em que o equilíbrio entre os fatores bióticos (seres vivos) e abióticos (não-vivos) foi desestruturado. Atualmente a questão é mais ampla e não se refere apenas à vida de seres animais e vegetais em seu ambiente natural, mas também a uma questão social e, acima de tudo ética, logo, humana: “como devemos agir em relação ao Meio Ambiente?”
Fazendo uma abordagem sobre o conceito de meio ambiente podemos afirmar que os significados das palavras “meio” e “ambiente” referem-se a variadas questões. Tradicionalmente, a palavra “meio” tem conotação advinda do conhecimento científico experimental, mais relacionada ao sentido de substância. O termo “ambiente” fora utilizado em épocas passadas como “circunstâncias”, isto é, como os fatores circundantes que influiriam na vida dos seres vivos. A expressão “meio ambiente”, portanto, é mais restritiva do que “ambiente”, referindo-se ao “meio” "circundante”.
O meio ambiente é considerado como um lugar determinado ou percebido, onde ocorre interação entre os elementos naturais e sociais. Essa interação implica processos de criação cultural e tecnológica e processos históricos e sociais de transformações do meio natural e construído. Por isso, pensar o meio ambiente é pensar a natureza e os espaços modificados pela ação humana. É considerar a importância das matas e da biodiversidade, mas também valorizar o ambiente urbano.
Na próxima semana vivenciaremos a Semana Mundial do Meio Ambiente e, portanto, tal conceito exige de nós, seres livres e conscientes, uma reflexão sobre nossa condição com relação ao que nos circunda. Cabe no mínimo o questionamento: será que estamos de fato cuidando de nosso meio ambiente?
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Texto publicado no Jornal Folha Giruaense em 30/05/2009.

Por que secam as fontes


Por Melissa Bergmann e Jarbas Felicio Cardoso

Houve um tempo em que a preocupação com a escassez da água era coisa que chegava até nós giruaenses somente através do noticiário. Falta de água potável era problema de nossos patrícios do nordeste. É claro que, de tempo em tempo, sempre enfrentamos estiagem e falta de chuvas e isso não é de hoje. O fato é que nos últimos anos essa realidade vem cada vez mais se agravando, ficando evidente para todos. Fato concreto desse argumento é, por exemplo, o relato de moradores da localidade do Rincão Melgarejo. Contam estes que em 2005 nunca se viu o riacho (conhecido por sanga) que corta a localidade com tão pouca água.
Na atualidade, em Giruá, nos deparamos com uma estiagem que para muitos pode parecer normal. Mesmo assim, o número de famílias do interior do município que se encontram sem água para beber em suas propriedades é estarrecedor. Nunca houve, por exemplo, necessidade de a prefeitura levar água para residências do meio rural. Cabe a nós nos questionarmos sobre tais fatos. Por que estão secando nossas fontes de água? Será que dentro dessa “normalidade” de escassez das chuvas não está acrescida também a intervenção de nossas ações?
O Brasil é um país rico em águas superficiais e subterrâneas para consumo humano. Comparativamente, Giruá não difere de tal posição. Com altitude entre 300-400 metros, é local de afloramento de muitas nascentes. Entretanto, a alteração dos ambientes pode estar modificando os ciclos hídricos. O solo, com pouca ou desprovido de qualquer vegetação, já não retém a água das chuvas, que carrega consigo parte do material superficial, ocasionando erosão e assoreamento nos rios.
Relevantes ecossistemas são também as áreas alagadas, como os banhados, que apresentam flora e fauna características, e são funcionalmente importantes como reservatórios de água. São responsáveis pela atenuação de cheias e atuam na recarga e descarga de águas subterrâneas. Os banhados, no entanto, estão ameaçados no Rio Grande do Sul pelas drenagens (retirada de água) para diversos fins. Isso compromete o armazenamento de água no subsolo.
Embora não existam estudos concludentes sobre a crise da água que vive nossa região, faz-se necessário e com urgência fazermos uma reflexão sobre nossas ações. Ou achamos uma solução para conciliar produção e respeito aos ecossistemas ou nos encaminharemos para uma situação calamitosa em que nossas fontes de água cada vez mais irão sucumbir.
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Texto publicado no Jornal Folha Giruaense em 02/05/2009.