16 abril, 2006

Entendendo a su(a)bjetividade...

Subjetividade: o objeto de estudo da Psicologia
A Psicologia colabora para o estudo da subjetividade: é essa a sua forma particular de contribuição para a compreensão da totalidade da vida humana.
O que se entende por subjetividade?
A subjetividade é a síntese singular e individual que cada um de nós vai constituindo conforme vamos nos desenvolvendo e vivenciando as experiências da vida social e cultural; é uma síntese que nos identifica, de um lado, por ser única, e nos iguala, de outro lado, na medida em que os elementos que a constituem são vividos no campo comum da objetividade social. (BOCK,2000,p.23)

A subjetividade, portanto, é o mundo de idéias, significados e emoções construído internamente pelo sujeito a partir de suas relações sociais, de suas vivências e de sua constituição biológica; é também, fonte de suas manifestações afetivas e comportamentais. O mundo social e cultural vivenciado por nós nos permite a construção de um mundo interior, à medida que vamos atribuindo sentido às nossa experiências.

A subjetividade, essa forma de expressão que temos feita de componentes visíveis (comportamentos) e invisíveis (sentimentos), é, em suma, nossa maneira de sentir, pensar, fantasiar, sonhar, amar e fazer de cada um. É o que constitui o nosso modo de ser, o que nos confere nossa identidade, o modo como nos vemos, nossa singularidade.

Homem: metamorfose ambulante
Um sujeito constrói sua singularidade aos poucos, apropriando-se do material do mundo social e cultural, e faz isso ao mesmo tempo em que atua sobre este mundo, ou seja, criando e transformando o mundo (externo), o homem constrói e transforma a si mesmo. Assim como o mundo objetivo está em permanente mudança sobre a ação do homem, também o mundo subjetivo está em movimento permanente porque os indivíduos estão se apropriando de novas matérias-primas para constituírem suas subjetividades.

A produção de subjetividade
Podemos dizer que estudar a subjetividade, nos tempos atuais, é tentar compreender a produção de novos modos de ser, isto é, as subjetividade emergentes, cuja fabricação é social e histórica. O estudo dessas novas formas de subjetividades vai desvendando as relações do cultural, do político, do econômico e do histórico na produção do mais íntimo e do mais observável no homem – aquilo que o captura, submete-o ou mobiliza-o para sentir, pensar e agir sobre o efeito das formas de submissão, de persuasão, de manipulação, de sedução, enfim, sob o efeito da interação e da comunicação entre os homens.

Exercícios
“O importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam.”
GUIMARÃES ROSA
Comente a frase de Guimarães Rosa, procurando relacionar as idéias nela contidas com o conceito de subjetividade.

Encontre um exemplo que ilustre como a Publicidade, ou os meios de comunicação em geral, podem tomar parte da produção de novas formas de ser, da produção de subjetividades.
Nesta peça publicitária vemos que a noção de identidade é a idéia central do argumento persuasivo do texto.


Faça um comentário sobre o anúncio e o poder que a publicidade tem como instrumento de produção de subjetividade.
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OBS.: o texto sofreu algumas adaptações de minha parte mas não é meu. Desculpa, mas ignoro sua origem.

Um comentário:

Anônimo disse...

muito bom, era bem mesmo o que eu estava precisando

obrigado

Eric Gomes Mairiporã SP