25 abril, 2006

Falando sobre o Behaviorismo...


"Somos, de fato, cutucados ou aguilhoados pela vida afora"
Clark Hull
(Por Jarbas F. Cardoso)
Fica claro na interpretação behaviorista que se não todos, mas grande parte de nossos comportamentos são influenciados por estímulos (não específicos) advindos de nosso meio. No Behaviorismo radical, Skinner define o comportamento como respondente e operante. O comportamento respondente é por este psicólogo classificado como sendo aquele que pode ser identificado como automático, ou melhor, involuntário, como p.ex., a contração da pupila quando olhamos para uma luz forte (Pisani, 1981, p124.) ou quando sentimos frio, o arrepio. Já o comportamento operante (que constitui a grande maioria) é considerado como não automático e não influenciado por questões especificas, mas que possui e busca gerar sempre conseqüências. Podemos considerar o comportamento operante os sentimentos, o ato de raciocinar e de fantasiar.
Um exemplo simplório, mas objetivo, que usei nas aulas é o ato de cantar tomando banho. Pois mesmo este ato simples demanda algum tipo de interesse quando praticado de nossa parte, como no caso, penso eu, o da satisfação do cantor (conseqüência).
É exatamente o comportamento operante (CO) que o B. explora (em suas pesquisas) com a tentativa de desenvolver técnicas precisas de controle. Lembro é claro, que para os behavioristas, (não sendo aqui repetitivo) é possível prever e controlar nossos comportamentos através de estímulos (reforço para Skinner). Cabe aqui, neste ponto, fazermos uma analise sobre os nossos comportamentos. Perceberemos que de fato esses (na maioria) são movidos sim por razões de estímulos, ou melhor, pela busca de satisfação.
É cabível, portanto, a afirmação de que tendo o dominho de produzir estímulos, tem-se o melhor controle do comportamento. Até aqui, o caminho é muito fácil. Mas é de grande desafio desenvolver e procurarmos colocar em prática os chamados mecanismos de reforços*.
Portanto, é preciso, a partir de agora ser pensador e empreendedor. Como posso em meu meio (tanto no secretariado, na publicidade ou na contabilidade) explorar a ciência behaviorista? Quais seriam as técnicas de estímulos (positivos ou negativos) para condicionar ou (simplesmente estimular) minha motivação? A venda de algum produto, minha equipe ou a aceitação de uma idéia? Algum esperto diria, - dinheiro. Tudo bem, mas excluindo essa opção, qual outra? O que vocês acham?!
Bem amigos, o desafio está lançado. Estarei recompensando muito bem os alunos que apresentarem boas idéias sobre este problema.
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* São programas ou maneiras de organizar o reforçamento. Tanto reforços positivos ou negativos condicionados ou não.
Bibliografia
GOODWIN, C. James. História da psicologia moderna. São Paulo: Cultrix, 2005.
MORRIS, Charles G. MARISTO, Alberto A. Introdução à Psicologia. Trad. de Ludmilla Lima, Marina Sobreira D. Batista. São Paulo: Pretice Hall, 2004.
PISANI, Elaine Maria. Psicologia Geral. Caxias do Sul: EDUCS, 1981.

3 comentários:

Diego disse...

E para a prova professor? Hum!!!

Jarbas Felicio Cardoso disse...

Procure aclarar alguns conceitos básicos do Behaviorismo, como estímulo, comportamento, condicionamento, tipos de emoções (amor, raiva, medo) etc...etc... e pense como um publicitário...digo, “como posso aplicar isso na P?”. ok, Abraços.

Raquel disse...

nossa gostei muito de suas postagens professor, tem ajudado muito meus estudos. Parabens