16 abril, 2006

O Behaviorismo

O Behaviorismo, ou teoria comportamental, surge em um momento em que a humanidade está maravilhada de sua consciência objetiva, logo, de seu conhecimento científico “aplicado” na totalidade da vida humana.
No início do século XX assistia-se a uma mudança notável na maneira como um vasto número de pessoas vivia, como resultado de inovações tecnológicas, médicas, sociais, ideológicas e políticas.
Na questão social p.ex., tem-se a idéia de uma sociedade constituída por um estado mecanicista em que todos seus componentes funcionam como se estivessem na linha de montagem de uma grande fábrica e que os resultados esperados no geral são lineares e positivos. Na medicina, doenças (como a tuberculose que até então aterrorizava a humanidade) estavam sendo combatidas eficazmente com a descoberta de novos medicamentos e ações de higiene correta. Na tecnologia, o telégrafo mostrava-se eficiente no campo da comunicação em uma realidade que até então era tida como impossível e de encurtamento de distâncias. A economia, a indústria e política pareciam ir muito bem com o firmamento de idéias liberais (utópicas ainda hoje) materializadas na nova potência, os Estados Unidos da América.
É, portanto, neste clima de positivação sublime da razão humana sobre forças da natureza que surge o Behaviorismo. De fato, seu propósito era firmar de vez o conhecimento sobre o quesito do comportamento humano .
Diante disso, o Behaviorismo teve um bom recebimento, afinal, a maioria das pessoas gosta ou gostaria de saber como predizer e controlar o comportamento dos outros, isto é, levar vantagens sobre os outros. Eu não.
Jarbas Felicio Cardoso
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Características do Behaviorismo
Influências:
O reflexionismo de Ivan Pavlov
A Filosofia positivista de Auguste Comte
O Pragmatismo norte americano
Definições:
Termo: behavior é um termo inglês, que traduzido para português, quer dizer comportamento.
Da Psicologia: A Psicologia é a ciência do comportamento, e não a ciência da mente. Psicologia é “a divisão das ciências naturais que toma o comportamento humano – o fazer e o dizer, aprendido ou não, das pessoas, como seu objeto”. A psicologia analisa o comportamento humano em elementos reflexos, estuda as leis de conexão destes elementos e mostra a natureza de sua dependência das funções nervosas.
Objeto de estudo: O comportamento
- pode ser descrito e explicado sem recorrer aos esquemas mentais ou aos esquemas psicológicos internos.
– consiste em “respostas”, “reações” ou “ajustamentos” de um organismo a certos eventos antecedentes – “estímulos” ou “situações-estímulo”.
A fonte dos comportamentos é o ambiente (que pode ser inclusive os órgãos internos) e não a "mente" interna individual.
Método geral: observação objetiva.
Métodos específicos:
1. Observação sistemática com ou sem controle experimental ou experimento – sempre que possível usar os “instrumentos de latão”, aparelhos e técnicas refinadas, estudos de laboratório devem suplementar os estudos de campo;
2. Reflexos condicionados – técnicas originadas no laboratório do fisiólogo russo, PAVLOV. O estímulo, substituto do estímulo “natural”, causa uma resposta modificada ou adquirida. Reflexos condicionados dependem da:
2a acuidade da sensitividade do sujeito

OBS.: “Reflexos incondicionados” – o estímulo causa uma resposta “natural”.
3. Relato-verbal – o experimentador watsoniano faz uma descrição das respostas do sujeito no estruturalismo: o experimentador observa o observador titcheneriano, que descreve sua “experiência”.
OBS.: a) O comportamentismo criou outra terminologia; b)O método do relato-verbal é o substituto watsoniano para o método da introspecção.
4. Testes científicos – o interesse real do psicólogo está no “desempenho” (verbal, manual ou outro) do sujeito. Maior ênfase deve ser colocada sobre os testes não-lingüísticos.
Formula: E → R (para cada estimulo se tem uma resposta)
Problema: predição e controle do comportamento humano
1o predizer as situações ou estímulos causais prováveis de uma resposta;
2o dada a situação, predizer a resposta.

John B. Watson estende o significado dos termos fisiológicos com o fim de cobrir eventos mais complexos e integrados. “Estímulo” – coisas simples e mensuráveis como raios de luz e ondas sonoras. “Resposta” - atividades restritas aos movimentos de um músculo ou grupo de músculos. “Situação-estímulo” e “ajustamento” – eventos mais complexos: teoricamente analisáveis em componentes mais simples. O interesse primordial é o fator resposta.
Tipos de respostas fisiológicas:
1. Respostas dos músculos:
1o
“efetores” músculos esqueléticos: movimentos externos;
2o “efetores” músculos lisos – ajustamentos internos do organismo.
2. Repostas das glândulas: as secreções.
Principais classes psicológicas das respostas fisiológicas:
1. Respostas habituais explícitas – Maioria das reações dos músculos esqueléticos.
2. Repostas habituais implícitas – Reações de músculos lisos e glândulas que estabelecemos em nós mesmos através de certo grau de treino: corar na presença do bem-amado, suar ao som da broca do dentista.
3. Respostas hereditárias explícitas – “Reações instintivas e emocionais observáveis como, por exemplo, espirrar, piscar, bocejar, mamar, fechar os punhos, esquivar o corpo, e no medo, na raiva e no amor”. Instintos é o mesmo que reflexos!
4. Respostas hereditárias implícitas – emoções, várias secreções glandulares, modificações circulatórias e outras.
“Explícito” = “aberto ou observável” e “Implícito” = “coberto ou não-observável”.
Abordagem “genética” ou do desenvolvimento estuda toda a influência ambiental no comportamento humano desde o nascimento, através do uso incansável de procedimentos experimentais. Para distinguir respostas hereditárias de adquiridas (ou habituais), WATSON traçou o desenvolvimento das reações do recém-nascido passo a passo e catalogou as respostas não aprendidas das crianças durante os primeiros meses (em alguns casos, anos) de vida:
1. Atividades reflexas (espirrar, chorar, fechar os punhos, piscar etc.) que apareciam em seqüência bem definida durante os primeiros dias da infância;
2. Emoções fundamentais da natureza humana através de estudos genéticos e experimentais:
1a medo: tomar respiração, fechar apertadamente as pálpebras, movimentos intermitentes de fechar os punhos, chorar ou abrochar os lábios etc.
2a raiva: enrijecimento do corpo, agitação de mãos e braços, prender a respiração.

3a amor: sorrir, palrar e balbuciar e, em crianças mais velhas, no estender os braços.
Respostas emocionais mais complicadas do comportamento humano, “timidez”, “vergonha”,ódio”, “orgulho”, “ciúme”, “angústia”, são combinações e permutações dos três padrões de respostas elementares.
Mecanismo de condicionamento: os padrões não aprendidos na infância promovem emoções mais coordenadas e especializadas nos adultos. Medo de animais, de escuro, é um medo aprendido na convivência, principalmente com babás.
Mecanismo de transferência da reação emocional a um grande número de outros estímulos.
Respostas emocionais, presumivelmente condicionadas, podem ser removidas tão bem quanto implantadas? O procedimento empregado (para o descondicionamento) assemelhava-se de certo modo ao usado na sua fixação. Um menino portador de medo exagerado de ratos brancos, coelhos, casacos de pele etc.
Experimento (exemplo):
Foi colocado na extremidade de uma sala de cerca de 12 m de comprimento, onde tinha o costume de tomar um lanche de leite e bolachas todas as tardes, e, ao mesmo tempo, um coelho, em uma gaiola, foi mostrado à criança, “suficientemente longe para não perturbar a refeição”. Em dias sucessivos, o coelho foi colocado cada vez mais perto do menino até perto do “ponto perturbador”. Eventualmente a criança veio a comer.
Bibliografia:
Fotos da rede...o resto coloco amanhã...o texto está em construção, abraços..

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