09 julho, 2006

O phi-fenômeno- A Gestalt III

O phi-fenômeno: ou a distinção entre fenômeno físico e psicológico
Wertheimer procurou demonstrar a veracidade deste princípio através da seguinte experiência.
Ele projetou sucessivamente dois pontos luminosos em uma tela; via-se um ponto surgir imóvel na primeira posição, desaparecer, voltar a aparecer imóvel na segunda posição, desaparecer, voltar a surgir na primeira etc. Mas, diminuindo o tempo de exposição, entre um e outro ponto, verificou que se passava a ver apenas um ponto que se movia de um lado a outro da tela. Diminuindo ainda mais o tempo de exposição entre a projeção dos pontos, percebiam-se então dois pontos imóveis vistos simultaneamente. A esse fenômeno – aparecimento de movimento quando não há movimento físico correspondente – Wertheimer denominou phi-fenômeno (ou fi-fenômeno). A razão de ser do nome foi evitar qualquer tipo de preconceito na explicação do fenômeno, mesmo através do nome (muitos davam a esse fenômeno a denominavam de movimento aparente um vez que o mesmo não ocorria no plano físico).
Como explicar esse efeito? (...)
A única possibilidade de solução foi encarar essa percepção como uma percepção original, que não é nem uma soma, nem uma síntese de sensações, nem uma interpretação por meio de crenças, mas apenas uma visão do movimento como tal, imediatamente dado. Essa visão não poderia, de modo algum, ser condicionada à experiência humana anterior como movimentos fisicamente reais, pois em termos psicológicos o movimento do tipo phi é tão real quanto qualquer movimento físico.

Entenda melhor o Phi-fenômeno Aqui.

2 comentários:

Alan disse...

Gostaria de parabenizá-lo pela destreza com que trata do assunto. Rápido e direto sem ser pobre na abordagem.

Sandro Rabelo disse...

o que seria esse termo somo??

...que não é nem uma somo, nem uma síntese de sensações, nem uma interpretação por meio de crenças...