30 agosto, 2006

Psicologia das cores I - Publicidade

A natureza, o homem, a cor
Color, dizia o latino, na antiga Roma, para expressar o que hoje nós chamamos “cor”, os franceses couleur, os espanhóis color, os italianos colore; tudo para expressar uma sensação visual que nos oferece a natureza através dos raios de luz irradiados em nosso planeta.
É uma onda luminosa, um raio de luz branca que atravessa nossos olhos. A cor será depois uma produção de nosso cérebro, uma sensação visual colorida, como se nós estivéssemos assistindo a uma gama de cores que se apresentasse aos nossos olhos, a todo instante, esculpida na natureza à nossa frente.
Os olhos, portanto são nossa máquina fotográfica, com a objetiva sempre pronta a impressionar um filme invisível em nosso cérebro.
Se abrirmos conscientemente os olhos ao mundo que nos rodeia, veremos que vivemos mergulhados num cromatismo intenso (...)
O azul do céu, o verde das folhas, o colorido deslumbrante das flores, os diversos tons das águas do mar e a natureza toda impõem suavemente o império da cor.
O homem vive eternamente com suas sensações visuais, oferecidas pelo ambiente natural que o rodeia e por ele mesmo, pela realização de suas obras, (...)


É uma preocupação antiga do homem desejar sempre reproduzir o colorido da natureza em tudo que o rodeia.
O uso da cor não é apenas uma questão estética (percepção), mas fisiológica, psicológica e cultural.
O pessoal da propaganda comercial percebeu essa influência das cores no homem; em seu comportamento e procurou explorar essa realidade.
Foi no século XX que se buscou explorar mais as cores em especial com a Gestalt. Segundo os gestaltistas, a percepção humana é um conjunto coordenado de impressões e não um grupo de sensações isoladas. Várias experiências foram realizadas na Gestalt em relação as cores. P.ex. uma parede vermelha pode “avançar”, uma parede azul-clara “afastar-se”, uma parede amarela “desaparecer”
Na segunda metade do séc. XX os urbanistas procuram explorar as cores no sentido da comunicação visual e nos meios de motivar mais o público consumidor. Exemplo, foi oferecendo luz e cores às noites tristes e sombrias das grandes cidades com a linguagem da imagem, usando a presença sugestiva, concreta, cômoda e persuasiva...
As imagens são forças psíquicas que podem ser mais fortes que as experiências reais. É claro que o impacto que predomina é o da cor. (...)
Olhos, através dos quais se processa a visão, constituem, portanto, os órgãos de ligação entre o mundo interior do homem e o mundo exterior que o rodeia. Essa ligação somente se realiza quando há luz.
Utilizando a cor:
A cor é utilizada em diferentes áreas, tais como, educação, prevenção de acidentes, decoração, medicina, produtividade, moda, trânsito e outras.
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Fonte:
FARINA, Modesto. (1987) Psicodinâmica das cores em comunicação. São Paulo: Edgar Blücher, pp 21-32.

Um comentário:

guilherme disse...

bah! bem melhor do que comprar polígrafo!