26 setembro, 2006

Percepção subliminar II


Sob quais circunstâncias as mensagens fora de nossa consciência afetam nosso comportamento?
A idéia da existência de liminares absolutos implica que certos acontecimentos do mudo exterior ocorrem subliminarmente – sem que os percebamos conscientemente. Será que as mensagens subliminares usadas em propagandas e fitas de auto-ajuda podem mudar nosso comportamento? Durante décadas circulou uma história de que as vendas de refrigerantes e pipoca cresceram notavelmente quando um cinema em Nova Jersey adicionou as mensagens “Beba Coca – Cola” e “Coma pipoca” em meio às imagens de um filme, mas tudo não passou de boataria.
De maneira similar, fitas de áudio com mensagens subliminares de auto-ajuda freqüentemente prometem mais do que oferecem. Durante um estudo, voluntário usaram tais fitas por várias semanas. Cerca de metade deles disse ter melhorado após ouvir-las, mas testes objetivos não detectaram nenhuma mudança mensurável. Além do mais, a melhora percebida tinha relação com a etiqueta da fita que com seu conteúdo subliminar: cerca da metade das pessoas que recebem a fita “Melhore sua memória” disse que sua memória havia melhorado, embora muitos deles tivessem recebido na verdade uma fita para aumentar a auto-estima, e cerca de um terço das que ouviram fitas com a etiqueta “Aumente sua auto-estima”, disse que sua auto – estima havia aumentado, apesar de muitas terem na verdade ouvido fitas destinadas a melhorar a memória (Greenwald et al., 1991).
Contudo, há algumas evidências de que, sob condições cuidadosamente controladas, as pessoas podem ser influenciadas por informações fora de sua consciência. Em um estudo, por exemplo, foi mostrada a um grupo de pessoas uma lista de palavras relacionada a competição, enquanto um segundo grupo observa uma lista de palavras neutras (Nunberg, 1988). Mais tarde ao participar de um jogo, as pessoas a que tinha sido mostrada a lista subliminar de palavras com sugestão de competitividade tornaram – se especialmente competitivas. Em outro estudo, um grupo foi subliminarmente exposto a palavras que sugiram honestidade (uma característica positiva), enquanto outro foi subliminarmente exposto a palavras relativas à honestidade (uma característica negativa). Subseqüentemente, todos os participantes leram uma descrição de uma mulher cujo comportamento podia ser visto como honesto ou hostil.
Quando se pediu que estimassem as características da mulher, as pessoas que tinham sido subliminarmente expostas a palavras relacionadas a “honestidade” classificaram –na como honesta, e aquelas que haviam sido subliminarmente expostas a palavras ligadas a “hostilidade” julgaram – na hostil (Erdley e D’Agostinho).
Estudos como esse indicam que em um cenário de laboratório, as pessoas podem processar as informações que ficam fora de sua consciência e reagir a elas. Mas permanece a questão de que não há nenhuma evidência científica independente de que mensagens subliminares em propaganda ou fitas de auto-ajuda tenham um efeito considerável (Beatly e Hawkins, 1989; Greenwald et al., 1991, T. G. Russell, Rowe e Smouse, 1991; Smith e Rogers, 1994; Undewood, 1994). As teorias sobre a percepção extra-sensorial também não foram confirmadas por pesquisa científica.
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Fonte:
MORRIS, Charles G. MAISTO, Albert. (2004) Introdução à psicologia. Trad. de Ludmilla Lima e Maria Sobreira D. Baptista. São Paulo: Prentice Hall, p. 84.

Cuidado...

nem tudo o que se pensa ser é...

pobre mosca...

Psicologia das cores IV - Ilusões visuais

O que provoca as ilusões visuais?
As ilusões visuais provam ainda mais que utilizamos uma série de pistas sensoriais para gerar experiências perceptivas que podem (ou não) corresponder ao que existe no mundo real. Ao compreender o modo como somos “levados” a ver algo que não existe, os psicólogos adquirem conhecimentos sobre como os processos perceptivos funcionam no dia-a-dia, sob circunstâncias normais.

Os psicólogos geralmente distinguem as ilusões físicas das perceptivas. Um exemplo de ilusão física é a aparência inclinada de um palito quando colocado na água – uma ilusão facilmente compreendida porque a água age como um prisma, inclinado as ondas de luz antes que alcancem nossos olhos. As ilusões perceptivas ocorrem porque o estímulo contém pistas enganosas, que geram percepções imprecisas ou impossíveis. As ilusões da Figura resultam de pistas falsas e enganosas de profundidade. Na Figura ao lado, por exemplo, os dois monstros projetam uma imagem do mesmo tamanho na retina de nossos olhos, mas a noção de profundidade indicada pelo túnel sugere que estamos olhando para uma cena tridimensional e que, portanto, o monstro da parte superior da imagem está muito mais distante. No mundo real, a experiência nos diz que os objetos aparecem em tamanho menor quando estão distantes. Portanto, nós “corrigimos” a distância e acabamos por perceber o monstro da parte superior como sendo maior, apesar de outras provas em contrário. Sabemos que, na verdade, a imagem é bidimensional, mas ainda assim reagimos como se ela fosse tridimensional.
Há também ilusões do “mundo real” que ilustram como os processos perceptivos funcionam, tal como a ilusão do movimento induzido. Quando você está se movendo para trás. Como você não tem nenhum ponto de referência para saber se está parado, fica confuso quanto a que trem está realmente se movendo. Entretanto, se olhar para o chão lá fora, poderá estabelecer um quadro de referência sem ambigüidade e tornar a situação clara.
Os artistas também apóiam-se em muitos desses fenômenos perceptivos tanto para representar a realidade com precisão quanto para distorcê-la deliberadamente. Todos nós sabemos que uma pintura ou uma fotografia é plana e bidimensional; ainda assim, somos fácil e prazerosamente “seduzidos” pelo uso que um artista faz dos princípios que acabamos de descrever. Por exemplo: na arte representativa, os trilhos, as plantas e os túneis das estradas de ferro são sempre desenhados mais próximos do que na verdade estão.

Filmes tridimensionais também funcionam segundo o principio de que o cérebro pode ser induzido a ver três dimensões, caso apareçam imagens ligeiramente distintas para o olho esquerdo e o olho direito (empregando-se o princípio da disparidade retiniana). Assim, nossa compreensão da ilusão perceptiva nos capacita a manipular imagens para efeitos deliberados – e para apreciar os resultados.
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Fonte:

MORRIS, Charles G. MAISTO, Albert. (2004) Introdução à psicologia. Trad. de Ludmilla Lima e Maria Sobreira D. Baptista. São Paulo: Prentice Hall, p. 114 a 116.

13 setembro, 2006

Teste das cores

Hein! Você... Faça o teste das cores e veja sua personalidade


01 setembro, 2006

Psicologia das cores III - Refração e Absorção


Quando um raio (ou feixe) de luz consegue passar de um meio material para outro dizemos que ele sofreu refração. E todas as vezes que isso acontece este raio sofre certo desvio, como visto na demonstração feita em classe ou nas figuras da página 51 da apostila( Farina, Psicodinâmica das cores, p.51. )
Mas porque será que este desvio ocorre?
Ele ocorre pelo fato da luz mudar sua velocidade quando passa de um meio material para outro.

A luz branca, por exemplo, é formada por todas as sete cores que você pode ver no arco íris, viajando juntas e com a mesma velocidade ( 300.000km/s). As sete cores são: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Quando este feixe de luz branca encontra um meio material diferente do vácuo, ele pode penetrá-lo, e se isso acontecer cada cor mudará sua velocidade de uma maneira diferente, ou seja, cada cor terá sua própria velocidade neste novo meio. Como o desvio que irá ocorrer depende das suas velocidades, podemos concluir que cada cor vai desviar-se de maneira diferente das outras (isso só não acontece quando o raio de luz chega perpendicularmente à superfície de separação entre os meios materiais).
Sabemos que a cor que mudar mais sua velocidade será a que irá sofrer o maior desvio, e a cor que mudar menos sua velocidade sofrerá o menor desvio.
Eis portanto o fenômeno da refração.

Absorção
Um fato curioso sobre a absorção da luz é que ela pode explicar o fato dos objetos serem coloridos da maneira como são.
Porque uma maça é vermelha?
A resposta é simples, ela é vermelha, pois os raios de luz que saem da maça e chegam até nossos olhos são vermelhos. Se uma maça é iluminada com luz branca (que sabemos ser a soma de todas as cores) e se a vemos vermelha, podemos concluir que nem todas as cores que chegaram foram refletidas. Se assim fosse veríamos a maça branca, e não vermelha. O que ocorre é que a casca da maça absorve todas as cores que chegam, menos a vermelha, que é refletida. Por isso só vemos o vermelho. Isso acontece com todos os outros objetos coloridos que vemos por ai.
Do ponto de vista da óptica, você seria capaz então de explicar porque uma folha é verde?
Quando um objeto é preto (ausência de luz) significa que ele absorveu todas as cores e não refletiu nenhuma, mas se um objeto for branco, significa que ele refletiu todas as cores.
*Veja mais aqui.
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Extraído e adaptado de: http://br.geocities.com/galileon/1/optica/ da internet em 23 de maio de 2005.

Psicologia das cores II - Como se processa a visão? (Publicidade)

Não há como negar que a visão é uma preciosidade que recebemos da natureza. Ela (em especial) é responsável por causar em nós a contemplação e percepção das coisas que nos rodeiam. É com ela, portanto que colorimos o mundo ou aquilo que chamamos de mundo.
Vimos no final da postagem anterior que nossos olhos (tecnologia natural) são responsáveis pelo processo da visão, constituindo-se, assim como o órgão de ligação entre o mundo interior do homem e o mundo exterior.
Vimos também que para que a visão ocorra é necessário a existência de luz. Segundo o texto do professor Farina (Psicodinâmica das cores, 1987, parte segunda) a luz é a grande intermediaria entre a natureza e o homem. Ela apresenta todos os detalhes à percepção do ser humano numa multivariada gama de sensações visuais coloridas ou não (Farina, p38).

Mas será que nossos olhos enxergam de fato? Como ocorre o processo da visão? As cores existem no mundo físico? Por que existem as cores quentes e cores frias? Qual é a influência delas em nós?
Hum!!! Não sei se responderei isso tudo nesta postagem, mas tentarei responder, se não nesta, nas seqüentes. Vamos por parte.
Os raios de onda de luz:
Os raios luminosos, porção de energia solar que atingem os objetos, são refletidos em todas as direções. Esses entram em nossos olhos por meio da córnea e, conforme a quantidade de luz que penetra neles, veremos as coisas iluminadas, muito iluminadas ou escuras (Farina, p38).
É claro que além dos raios naturais de energia solar, existem outras formas, que aqui não nos cabe falar.









Os raios de luz são propagados em forma de diferentes tamanhos de ondas. O comprimento de uma onda de luz é extremamente pequeno. Está situado entre 400 e 800 nm (nanômetros). Para se ter uma idéia deste tamanho, um nanômetro (1nm) equivale a uma parte do metro (1m) fracionado em um bilhão de partes. Ou melhor, 1\ 1.000.000.000 do metro.

São essas ondas de luz que atingindo nossos olhos provocam os estímulos visuais. Esses estímulos possuem características específicas que são distinguidas entre os demais, por tamanho, proximidade, iluminação e cor.

Nossa percepção é um processo que só pode ser interpretado em sua totalidade. A mensagem visual não é diferente. Esta faz parte de todo um processo que inicia com a sensação dos raios de onda de luz em nossos olhos (córnea, íris, pupila, cristalino, retina, nervo ótico) passando por toda a extensão do aparelho de visão ( através das células receptoras, células bipolares) até chegar a nosso cérebro, onde então ocorre de fato a visão.
Nossa visão nada mais é que a organização e interpretação de estímulos neurais em nosso cérebro.
Nossa!!! É tanta coisa que até hoje a ciência procura entender isso de forma melhor. Mas uma é certa, o mundo que percebemos é o resultado de relação entre as propriedades do objeto e a natureza do individuo que observa.
Veja mais detalhes aqui
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Fonte:
FARINA, Modesto. (1987) Psicodinâmica das cores em comunicação. São Paulo: Edgar Blücher, pp 39-49