29 fevereiro, 2012

ORIGEM E EVOLUÇÃO DA VIDA: ESTUDOS E PERCEPÇÕES NA SALA DE AULA




Por Melissa Bergmann e Jarbas Felicio Cardoso*

Responder às indagações dos alunos sobre as questões da evolução da vida não é tarefa simples para os professores, em especial os da escola básica, principalmente com relação à evolução humana. A compreensão do surgimento da vida e da di versidade biológica requer o entendimento dos mecanismos evolutivos ao longo de bilhões de anos. A evolução biológica deveria permear todos os conteúdos de Biologia, mas ao invés disso, os conteúdos são trabalhados de forma estanque e se m inter-relação. Em geral, o primeiro ano do ensino médio tem como temas as teorias da origem da vida, evolução e citologia, sendo a ecologia, a diversidade dos seres vivos e a genética tratados nos anos posteriores.

A ordem dos conteúdos pode variar de escola para escola e de região para região. Quando se inicia o estudo da célula (citologia), os livros didáticos abordam a evolução dos primeiros seres vivos unicelulares até os pluricelulares, mostrando o aumento da complexidade das células procariotas em relação às eucariotas. Os alunos passam a ter uma noção da diversidade biológica a nível celular. O maior confronto, entretanto, se dá na abordagem das hipóteses da origem da vida e nas teorias da evolução. Em um interessante trabalho sobre a concepção de evolução, Zaikowskietal (2008), nos Estados Unidos, argumentam sobre a importância da história das ciências e a evolução das ideias de filósofos e cientistas de várias épocas. Segundo eles, a primeira coisa que pensam os estudantes quando ouvem a palavra “evolução” é na evolução bio lógica, que por sua vez não é bem compreendida. Os estudantes compreendem melhor a ev olução biológica quando a evolução é apresentada em um contexto mais amplo, que integra conceitos de física, química e biologia.

É importante explorar não só a evolução do universo, do sistema solar e da vida na Terra, mas também a evolução do conhecimento na perspectiva dos cientistas em cada campo, percebendo como esse conhecimento influiu na “evolução” do entendimento dos processos da natureza.

Aprofundar concepções baseadas no senso comum sobre a evolução dos seres vivos é algo que merece consideração por parte dos professores. Considerar as ideias prévias e avaliar o aprendizado, envolvendo os alunos em diferentes situações de pesquisa e atividades em grupos, podem ser ferramentas interessantes no estudo das teorias evolutivas. Assim, essa pesquisa foi conduzida no intuito de avaliar as percepções de alunos de uma escola pública do município de Giruá, RS, buscando compreender como eles interpretam a questão evolutiva dos seres vivos. Para tanto, procurou-se verificar a percepção dos estudantes da 4ª série do Ensino Fundamental e o aprendizado de estudantes da primeira série do Ensino Médio sobre origem e evolução da vida. Para continuar lendo...


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* Artigo publicado na Revista Vivências: Revista Eletrônica de Extensão da URI. Vol.7, N.13: p.163-171, Outubro/201. ISSN 1809-1636.

2 comentários:

Anônimo disse...

Importante pesquisa. Esse é um exemplo que deve ser desenvolvidonas em escolas do RS na nova proposta de Ensino Médio. Parabéns aos professores pesquisadores e escritores do artigo.

Rui Palmela disse...

Acabei de comentar um certo video no Youtube onde respondi a um certo ateu que desdenhava dos crentes do criacionismo mostrando até sua profunda ignorância do evolucionismo ao rir da ideia do peixe se tornar num macaco. Então lhe expliquei como é que isso acontece efectivamente no próprio ventre materno desde a fecundação do óvulo até à forma humana, começando pelo ser unicelular que se multiplica e surge um girino (peixe) que vai evoluindo para o anfíbeo, reptil, macaquinho até à forma humana do bébé que nasce da água (placenta) para o mundo do ar. O que se passa no ventre materno nos 9 meses, são o resumo de milhões de anos em que a vida começou no mar e evoluiu para o mundo do ar. Foi isto que demonstrei ao tal ateu que precisa estudar factos demonstrados à luz da própria ciência actual que precisa rever também sua postura face à vida espiritual (o mundo das vibrações).